O terrorismo é uma das piores
mazelas que o mundo sofre nos dias de hoje. Acredito que a maioria de nós
brasileiros, por falta de vivência, felizmente, não sabemos avaliar o contexto
do terrorismo em si mesmo. Também não sou especialista no assunto, mas não
posso me furtar de expressar nessas linhas algumas reflexões sobre o tema.
Claro que o terrorismo não está restrito à Europa, mas os recentes atentados em
Paris e sobretudo o último em Bruxelas têm chamado à atenção do mundo para um
problema que, convenhamos, está longe de ser solucionado. O que se via tanto em
Paris como na Bélgica, poucos dias antes do último atentado, era uma população
incentivada a continuar com sua vida normal, como se nada tivesse acontecido,
apesar dos duros golpes sofridos recentemente. A política atual orienta que se
siga o discurso de que “não se deve sentir medo, pois esse é o objetivo
primordial do terror: fazer-se temido. Mas, sinceramente, como não sentir medo,
quando observamos o grande número de policiais nas ruas? Como não sentir medo
quando nos dizem para evitar lugares com muitas pessoas como shoppings, estações
de trem e pontos turísticos mais visitados? Como não sentir medo, quando temos
de ser revistados em todas as lojas (a partir das de tamanho médio) e
supermercados que entramos? Como não sentir medo quando senta algum descendente
de árabe ou muçulmano ao nosso lado no metrô? Pensamos então: meu Deus, estarei
discriminando? Afinal de contas, nem todo árabe é terrorista. Mas o medo não
deixa de existir, apesar de nossas ponderações. E em Bruxelas, muito mais que em
Paris, impressiona o número de pessoas de descendência árabe na cidade. E o que
nos comove mais, é saber que, apesar da maioria dessas pessoas, sobretudo
jovens, terem realmente nascidos na Bélgica, não são aceitos na coletividade
belga em virtude de sua descendência árabe e muçulmana. Também por terem nascido
na Bélgica, não são aceitos nas comunidades dos diversos países árabes dos
quais são descendentes. Essas pessoas, em sua maioria jovens, são assim considerados
apátridas em seu próprio país. E isso não acontece apenas na Bélgica, mas
também na França e acredito que em outros países da Europa. Rejeitados, não lhes resta nada mais que sua religião, e isso
facilita sua cooptação pelo Estado Islâmico. Claro que aqui não estou tentando
explicar as razões do terrorismo, mas apenas expor uma face mesquinha da
sociedade atual, que sofre as consequências de sua discriminação exacerbada e
sua falta de amor ao próximo. Afinal de contas, se todos os povos se unissem e
se irmanassem, o contexto do mundo certamente seria outro. Reflitamos!
sábado, 9 de abril de 2016
domingo, 15 de novembro de 2015
26 - CHORA MARIANNE! (PLEURE MARIANNE!)
Em solidariedade aos amigos franceses, pelo atentando ocorrido em 13/11/2015 em Paris.
Chora Marianne!
Chora por teu povo
Chora pelos inocentes
Cujas vidas foram ceifadas repentinamente
Por loucos imprudentes
Chora Marianne
Chora pelos desesperados
Chora pelos inconformados
Pelos que têm sangrando o coração
Para que não deixem o ódio vencer em sua comoção
Chora Marianne
Chora pelos desatinos
Chora pela intolerância
Pela fé cega, louca e repleta de sentimentos de vingança
Daqueles que não conhecem o que é ter fé e esperança
Chora Marianne
Chora pelo mundo
Chora pela dor
E que tuas lágrimas possam fazer com que no sentido mais
profundo
os homens reconheçam o valor que têm a PAZ e o AMOR.
domingo, 16 de novembro de 2014
25 - SARAU POÉTICO
(Em homenagem à Profª Valéria Pinheiro Montenegro, no lançamento de seu livro "Porcelana Chinesa" em novembro de 2014)
Momentos inolvidáveis de saudades
de congrassamento de afetos inexplicáveis
de palavras que ecoaram direto no coração
e de canções que nos encheram de emoção
Quão grande é a ventura do reencontro de almas afins
gente que há décadas não se via
E que até nessa vida nunca se haviam encontrado um dia
Mas que se uniram para celebrar o amor e a poesia
Lágrimas de alegria e esperança
Banharam os nossos olhos e nos trouxeram a nostalgia
Pela certeza de que todos estaremos reunidos novamente um dia
Na terra da bonança…
E então ouviremos novamente belas estórias, como a de Montesquieu, o santo sábio
Ou de momentos vividos na nossa querida França
Como quando alma querida, cantastes Piaf a plenos pulmões sob a Torre Eiffel
Ou ainda quando com “Mr. Little Bird” pela primeira vez ganhaste o céu
Por tudo isso somos gratos a ti, ao mundo da poesia e aos poetas
Que podem tudo e transformam suas vidas em uma eterna festa
Levando a todos consolo, alento e contentamento
Porque têm, como tu, dentro da alma, uma grande orquestra
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
24 - SAUDADES DA NORMANDIA (Bayeux, tu me manque!!!!)
Imagem: Bayeux - Normandia - Comemorações do "Dia D".
Em homenagem às comemorações dos 70 anos do Dia "D", das quais participamos, em junho de 2014, realizadas na cidade de Bayeux/Normandia, primeira cidade francesa a ser libertada dos nazistas na 2ª Guerra Mundial.
E essa saudade que não quer me deixar
Trazendo tão mansa as vivas lembranças
Daquele lugar…
Das celebrações, das ações e de momentos vividos
Por heróis de várias nações cujos feitos
Jamais serão esquecidos…
Saudade daquela cidade tão formosa e cheia de vida
das ruas estreitas, limpas, tortuosas e enfeitadas de bandeiras coloridas
Ideais pra passear…
Daquelas pessoas, de suas falas e atenções tão caras
Nunca antes por nós ouvidas e recebidas
Nessa vida…
Saudade do casario medieval e das paisagens
Dos campos verdes, dos palácios e castelos
Que pareciam etéreos…
Das famosas praias que um dia se encheram de sangue e de tormento
Mas que hoje representam um grande monumento a todos que viveram
Àquele triste evento…
Saudade dos odores, dos sabores e delícias
Que encantaram os olhos e encheram de carícias
Nosso paladar…
E das melodias que vinham da igreja e se espalhavam no ar
Ou de gaitas de fole escocesas tocadas por soldados que diante de nós
Passaram a desfilar…
Saudade da multidão que enchia as ruas e emocionada
Ao ver passar veteranos de guerra a eles gritavam:
MERCI A TOUS!!!!!!!
E para aqueles velhos soldados que desfilavam em cadeiras de rodas ou a passos lentos
Não poderia aquele povo dar maior medalha ou algo mais valioso
Que o seu reconhecimento…
Lembrando aquele mar de cruzes brancas que vimos, no cemitério inglês, a se perder na vastidão
Concluímos que o sacrifício daqueles homens
Jamais terá sido em vão…
Pois se temos hoje liberdade e harmonia
É por eles terem lutado para defender o mundo, um dia
Da loucura de um povo e de sua tirania.
terça-feira, 1 de julho de 2014
23 - O QUE A PARAÍBA TEM EM COMUM COM A NORMANDIA?
(Esse texto foi publicado integralmente no jornal "A União", de 25 de dezembro de 2014).
A Normandia é uma região localizada no noroeste da França. Durante a Segunda Guerra Mundial(1939-1945) a região foi palco da Batalha da Normandia, em que diversas tropas Aliadas desembarcaram em diversas praias dessa região, a fim de combater a dominação da Alemanha Nazista. Na Normandia estão localizadas belas cidades como por exemplo, Le Havre, classificada como monumento mundial pela UNESCO, Rouen - com seu casario medieval e sua bela catedral, a cidade onde Joana D’Arc foi queimada, Lisieux - com a famosa Basílica de Santa Teresinha, Caen, Rennes, e o Monte São Michel, terceiro ponto turístico mais visitado da França, atrás da Torre Eiffel e do Castelo de Versailhes. A região também é conhecida como o berço do impressionismo, pois foi aqui que Claude Monet pintou, em 1872, o quadro Soleil Levant, que deu origem ao movimento impressionista.
Mas o que essa região tem em comum com a Paraíba? Respondo: uma cidade chamada Bayeux.
A Bayeux normanda é uma cidade de 13.700 habitantes, fundada no sec. I a.C, com muitas casas medievais e uma bela catedral em estilo gótico, construída no século XI. Possui vários museus, entre eles o Museu da Tapessaria, que contém um bordado de lã de 70 metros, datado de mil anos, que conta a história da conquista da Inglaterra pelo rei normando Guilherme, O Conquistador. Em uma das versões, o bordado é atribuído à rainha Matilda, esposa do rei Guilherme, e suas damas de companhia, que bordavam, aguardando o rei retornar de suas batalhas. Bayeux tem uma atmosfera deliciosa de cidade do interior da França, com ruas estreitas, muito limpas e tranquilas e a gente fica com uma enorme vontade de morar alí. Dista 226 Km de Paris (cerca de 2 horas de trem, que parte da Gare St. Lazare). Foi a primeira cidade a ser libertada do jugo nazista pelos aliados na Batalha da Normandia, após o “Dia D”, tornando-se uma cidade-hospital (nela foram instalados 7 hospitais para atender os feridos na guerra). Lá encontramos o cemitério britânico, onde foram enterrados mais de 4 mil soldados britânicos mortos na segunda guerra. Possui ainda um memorial dedicado aos jornalistas, correspondentes de guerra, onde constam os nomes de todos aqueles que foram mortos no exercício da profissão no mundo inteiro, até os dias atuais. Oferece ainda, desde 1994, o prêmio anual “ Bayeux-Calvados” durante a realização do Encontro Anual dos correspondentes de guerra que ocorre na cidade. A economia se baseia na indústria agro-alimentícia, agricultura e, principalmente, no turismo.
A Bayeux paraibana, localizada na região metropolitana de João Pessoa, capital da Paraíba, é um ponto de morada de cidadãos, em sua maioria, deslocados pela seca, que buscaram em centros urbanos mais desenvolvidos uma condição social mais digna. Seu território é constituído por 60% de manguezais e resquícios de mata atlântica, o que torna a exploração de caranguejos atividade econômico-cultural importante para a cidade. Tem uma população estimada em mais de 95.000 habitantes (dados do IBGE 2014) e ocupa 32 km² de área o que a torna o segundo município mais densamente povoado do estado da Paraíba. A cidade fica localizada a 7 km da capital, João Pessoa. Bayeux, que se chamava Barreiras, era um povoado, pertencente ao município de Santa Rita e, somente em 1944, ganhou o atual nome, por sugestão do jornalista Assis Chateaubriand, permanecendo com ele, após sua emancipação em 15 de dezembro de 1959. O nome Bayeux deveu-se a uma homenagem à primeira cidade francesa a ser libertada dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
Em 2013, a Bayeux paraibana recebeu a visita de uma deputada francesa, que se interessou em conhecer a cidade homônima brasileira. Durante sua estadia, ela esteve reunida com o prefeito e membros do Poder legislativo municipal, tendo ainda visitado uma ONG do município, o Solar Joana de Ângelis, que atende a crianças carentes da comunidade Mário Andreaza. Na oportunidade, a deputada convidou uma delegação da cidade para participar em 2014 das comemorações dos 70 anos do desembarque dos aliados na Normandia. Fizeram parte da delegação, membros do legislativo municipal e da ONG. Os paraibanos participaram de várias cerimônias, no período de 4 a 8 de junho de 2014, onde estavam presentes várias autoridades mundiais, como a rainha Elizabete II, da Inglaterra, o presidente americano Barak Obama, o presidente francês Francois Hollande, o presidente russo Vladimir Putin, a chanceler alemã Angela Merkel, os primeiros ministros da Inglaterra, Canadá, entre outros. Muitos veteranos pertencentes às diversas nações aliadas também foram convidados para o evento. Vale salientar, que não havia nenhum representante do governo brasileiro presente, apenas a delegação paraibana e alguns poucos repórteres brasileiros radicados no sul e sudeste do País. Impossível descrever as emocionantes cerimônias em homenagem aos heróis vivos e mortos e a alegria do povo nas ruas saudando e agradecendo aos velhos soldados veteranos de guerra por sua luta pela liberdade da maioria das nações do mundo. As batalhas com todos os eventos permanecem vivos na memória daquele povo, e é transmitida de geração a geração, para que eles jamais esqueçam o que realmente acontece quando uma nação inteira enlouquece.
Infelizmente, os acontecimentos vividos e rememorados anualmente pela população da bela cidade da região da Normandia francesa são praticamente desconhecidos pela população da cidade de Bayeux paraibana que, com raras exceções, sabe o motivo de ter esse nome.
O que realmente esperamos, a partir das comemorações dos 55 anos de emancipação do município, comemorados nesse mês de dezembro de 2014, é que o interesse das autoridades da cidade francesa pela cidade homônima brasileira, desperte nos edis e em todos os dirigentes do município paraibano o interesse em difundir a história do nome da cidade junto à população e, principalmente, às crianças do município, para que elas possam tomar conhecimento e transmitir às futuras gerações, que o nome de sua cidade representa uma homenagem à valorosa população de uma outra cidade distante que lutou, sofreu, chorou e se sacrificou, permanecendo fiel aos sagrados valores da igualdade, liberdade e fraternidade, dando assim sua contribuição para que nós tivéssemos hoje paz no mundo.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
22 - SONHOS
O importante é nunca deixar de sonhar!
Mesmo que tenhamos de mudar os planos,
trocar a companhia, ir a outro lugar
Não devemos deixar de sonhar!
Pode parecer difícil, até mesmo impossível
O importante é acreditar
Que os sonhos vão se realizar
E mesmo quando se realizem
Não devemos nos acomodar
Porque sempre haverão
Outros sonhos a sonhar
Quem sonha permanece vivo
Porque viver é sonhar
E lutar para realizar
Sonhemos os nossos sonhos
Com fé, alegria e esperança
E com certeza veremos
Que quem persevera, sempre alcança.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
21 - SAUDADES
Respondendo as saudades de um amigo.
Também sinto saudades,
De tua companhia.....
Da azáfama diária
Da alegria e até da melancolia
Que acompanhei no dia-a-dia
Sinto saudades de tuas solicitações
Das ações
Das ocupações, do esforço despendido
dos inúmeros pedidos
do alvoroço, do almoço....
De tua luta solitária que eu assistia
Das conversas
De assistir as entrevistas,
E ouvir teu falar
pela TV do celular....
da labuta incansável
audiências a agendar
reuniões e compromissos
das oitivas, ofícios,
diligências a acompanhar...
Vai-se o tempo
Ficam os momentos
Para sempre na memória
Daqueles que fizeram parte
Da minha e da tua história.
Também sinto saudades,
De tua companhia.....
Da azáfama diária
Da alegria e até da melancolia
Que acompanhei no dia-a-dia
Sinto saudades de tuas solicitações
Das ações
Das ocupações, do esforço despendido
dos inúmeros pedidos
do alvoroço, do almoço....
De tua luta solitária que eu assistia
Das conversas
De assistir as entrevistas,
E ouvir teu falar
pela TV do celular....
da labuta incansável
audiências a agendar
reuniões e compromissos
das oitivas, ofícios,
diligências a acompanhar...
Vai-se o tempo
Ficam os momentos
Para sempre na memória
Daqueles que fizeram parte
Da minha e da tua história.
quinta-feira, 8 de março de 2012
20 - DIA DA MULHER
(Imagem: Mme Rousseau et sa fille. Quadro de Élisabeth-Louise VIGÉE-LE BRUN, 1789. Exposto no Museu do Louvre, Paris)
Dou os parabéns neste dia
Às mulheres guerreiras
Que labutam, que lutam
Que vivem na afazia
Mas que mesmo assim
Não deixam de sorrir
Nem perdem a alegria...
Quero dar parabéns nessa hora
Às guerreiras mulheres
Que caem, que sofrem e sentem-se sós
Mas que mesmo assim não perdem o bontom
Levantam, sacodem a poeira
Passam o batom, pensam as feridas
E seguem na lida......
Parabéns para nós, mulheres amigas
Que mesmo oprimidas e incompreendidas
Sobrecarregadas e ignoradas
Jamais deixaremos de nos doar e fazer o melhor
E, sobretudo, de amar demais a vida
Dou os parabéns neste dia
Às mulheres guerreiras
Que labutam, que lutam
Que vivem na afazia
Mas que mesmo assim
Não deixam de sorrir
Nem perdem a alegria...
Quero dar parabéns nessa hora
Às guerreiras mulheres
Que caem, que sofrem e sentem-se sós
Mas que mesmo assim não perdem o bontom
Levantam, sacodem a poeira
Passam o batom, pensam as feridas
E seguem na lida......
Parabéns para nós, mulheres amigas
Que mesmo oprimidas e incompreendidas
Sobrecarregadas e ignoradas
Jamais deixaremos de nos doar e fazer o melhor
E, sobretudo, de amar demais a vida
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
19 - Oração a Maria
Esses versos me enchem de grande consolo nesse momento de minha vida......
Maria, obrigada
Pela tua vida, pela minha vida
És o bálsamo consolador
És esperança de vida
Em ti resplandecem todas as virtudes
Em ti, imaculada
As estrelas brilham o teu nome
As aves do céu cantam em teu louvor
Junto de ti sinto teu manto
cobrir-me de um bem eterno
Teu olhar me enche de esplendor
Maria nos destes a paz
Nos destes o amor
e o teu filho, que nos libertou
Ouvindo voçê, eu tenho música
Contemplando voçê, eu tenho luz
seguindo voçê subo montanhas
junto a teus pés, tenho inspiração
Maria, obrigada!
(Poema escrito e musicado pela amiga Maria do Socorro Moura de Medeiros- 1976)
Maria, obrigada
Pela tua vida, pela minha vida
És o bálsamo consolador
És esperança de vida
Em ti resplandecem todas as virtudes
Em ti, imaculada
As estrelas brilham o teu nome
As aves do céu cantam em teu louvor
Junto de ti sinto teu manto
cobrir-me de um bem eterno
Teu olhar me enche de esplendor
Maria nos destes a paz
Nos destes o amor
e o teu filho, que nos libertou
Ouvindo voçê, eu tenho música
Contemplando voçê, eu tenho luz
seguindo voçê subo montanhas
junto a teus pés, tenho inspiração
Maria, obrigada!
(Poema escrito e musicado pela amiga Maria do Socorro Moura de Medeiros- 1976)
sábado, 17 de dezembro de 2011
18 - Canto para dormir
(Homenagem à professora, cantora, poetisa e escritora Valéria Maria Montenegro)
Vem Valéria, vem cantar
Cantar para eu dormir
canta a canção de Renard*
para eu poder sonhar
e assim voltar a sorrir....
Canta Valéria, canta pra eu dormir
Que a tua voz maravilhosa
de rouxinol, de cotovia
me envolva na melodia
me trazendo doce paz
Canta as canções da boa nova
ou aquela que fala das rosas
e da mensagem de Jesus
para que ele, com o teu canto
possa enxugar meu pranto
me envolvendo em sua luz
Vem Valéria, vem cantar
para que eu possa dormir
canta aquela canção espanhola
a de Danilo Barradas**
pois quem sabe seu exemplo,
sua jornada
Me dê forças pra prosseguir.....
Canta, Valéria, canta
a canção da esperança
me dando, assim confiança
nos caminhos do porvir
e grata serei a Deus
por ouvir os versos teus
que amenizam a minha dor
e me ajudam a refletir
Lembrando de tua voz
me sinto um pouco mais calma
Um alento me envolve a alma
Boa noite! Vou dormir....
Notas:
*"Renard" - raposa em françês: refere-se à Antoine de Saint-Èxupery, conhecido como "Le renard du désert (o raposa do deserto)".
**"Danilo Barradas" - Menestrel sul-americano que capturado pela guerrilha teve suas mãos decepadas por recusar-se a matar pessoas inocentes.
Vem Valéria, vem cantar
Cantar para eu dormir
canta a canção de Renard*
para eu poder sonhar
e assim voltar a sorrir....
Canta Valéria, canta pra eu dormir
Que a tua voz maravilhosa
de rouxinol, de cotovia
me envolva na melodia
me trazendo doce paz
Canta as canções da boa nova
ou aquela que fala das rosas
e da mensagem de Jesus
para que ele, com o teu canto
possa enxugar meu pranto
me envolvendo em sua luz
Vem Valéria, vem cantar
para que eu possa dormir
canta aquela canção espanhola
a de Danilo Barradas**
pois quem sabe seu exemplo,
sua jornada
Me dê forças pra prosseguir.....
Canta, Valéria, canta
a canção da esperança
me dando, assim confiança
nos caminhos do porvir
e grata serei a Deus
por ouvir os versos teus
que amenizam a minha dor
e me ajudam a refletir
Lembrando de tua voz
me sinto um pouco mais calma
Um alento me envolve a alma
Boa noite! Vou dormir....
Notas:
*"Renard" - raposa em françês: refere-se à Antoine de Saint-Èxupery, conhecido como "Le renard du désert (o raposa do deserto)".
**"Danilo Barradas" - Menestrel sul-americano que capturado pela guerrilha teve suas mãos decepadas por recusar-se a matar pessoas inocentes.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
17 - AOS MEUS COMPANHEIROS DE TRABALHO
Alguns anos já se passaram
Eu nem senti, eles voaram
É que a felicidade de aqui estar
Fez o tempo acelerar.
Em nosso ambiente temos muitas coisas boas
Aprendizados, amigos;
Incentivos;
Risos à toa...
Gente que,
De coração,
Deseja sempre ajudar
E estender as mãos.
O nosso dia a dia
É sempre cheio de alegria
Porque transformamos
O stress de alguns momentos
Em divertimentos.
As tarefas excessivas e sempre urgentes
Não impedem que a harmonia
Reine entre a gente
Isso contagia o ambiente
Todos sentem.....
E quanto ao Chefe,
Doce escravidão!
Da vigilância desse feitor,
Eu não quero fugir não!
A atenção quando chamada
É transformada em piada
E em gozação
Que só faz estimular
A nossa disposição.
Quero a todos agradecer
Pela companhia de todos os dias
Desses anos que se passaram
E dizer que devo a vocês
O amor pelo meu trabalho.
Desejo pedir a Deus
Que no tempo juntos que nos resta
Possamos todos os dias,
Seguir, transformando nosso labor nessa grande festa.
Eu nem senti, eles voaram
É que a felicidade de aqui estar
Fez o tempo acelerar.
Em nosso ambiente temos muitas coisas boas
Aprendizados, amigos;
Incentivos;
Risos à toa...
Gente que,
De coração,
Deseja sempre ajudar
E estender as mãos.
O nosso dia a dia
É sempre cheio de alegria
Porque transformamos
O stress de alguns momentos
Em divertimentos.
As tarefas excessivas e sempre urgentes
Não impedem que a harmonia
Reine entre a gente
Isso contagia o ambiente
Todos sentem.....
E quanto ao Chefe,
Doce escravidão!
Da vigilância desse feitor,
Eu não quero fugir não!
A atenção quando chamada
É transformada em piada
E em gozação
Que só faz estimular
A nossa disposição.
Quero a todos agradecer
Pela companhia de todos os dias
Desses anos que se passaram
E dizer que devo a vocês
O amor pelo meu trabalho.
Desejo pedir a Deus
Que no tempo juntos que nos resta
Possamos todos os dias,
Seguir, transformando nosso labor nessa grande festa.
16 - SABER PEDIR
Essas máximas
Conheceis
Pedi e obtereis
Buscai e achareis
O universo conspira
Para que adquiramos
Tudo o quanto
desejamos
Mas nem sempre o que se pede
Com persistência e devoção
Nos faz sentir mais alegres
Nos trás grata satisfação
Pedir mal pode causar
Tristezas e sofrimentos
Dor e muito tormento
Levando ao arrependimento
É como se nos desviássemos
Da estrada a ser seguida
E mais a frente retornássemos
Ao ponto inicial da partida
Recomeçar é preciso
Verificamos, entretanto,
Que o desencanto sofrido
Fez algo mudar em nós
No corpo restam as marcas
Na mente, o ensinamento
No espírito, burilamento
No presente, resta a lição
A verdade cristalina
Que viemos a descobrir
É que realmente não sabemos
Na vida o que pedir
Quando pedires, portanto,
Ficai sempre bem atento
Será que o que estás pedindo
Te trará contentamento?
Procura, então a resposta
Em teu próprio coração
Se não sentires paz, desiste
Da tua solicitação
Aprendi a duras penas
O que antes não pude ver
É sábio saber pedir
E o quanto nos dói crescer
Conheceis
Pedi e obtereis
Buscai e achareis
O universo conspira
Para que adquiramos
Tudo o quanto
desejamos
Mas nem sempre o que se pede
Com persistência e devoção
Nos faz sentir mais alegres
Nos trás grata satisfação
Pedir mal pode causar
Tristezas e sofrimentos
Dor e muito tormento
Levando ao arrependimento
É como se nos desviássemos
Da estrada a ser seguida
E mais a frente retornássemos
Ao ponto inicial da partida
Recomeçar é preciso
Verificamos, entretanto,
Que o desencanto sofrido
Fez algo mudar em nós
No corpo restam as marcas
Na mente, o ensinamento
No espírito, burilamento
No presente, resta a lição
A verdade cristalina
Que viemos a descobrir
É que realmente não sabemos
Na vida o que pedir
Quando pedires, portanto,
Ficai sempre bem atento
Será que o que estás pedindo
Te trará contentamento?
Procura, então a resposta
Em teu próprio coração
Se não sentires paz, desiste
Da tua solicitação
Aprendi a duras penas
O que antes não pude ver
É sábio saber pedir
E o quanto nos dói crescer
domingo, 4 de julho de 2010
15 - REFLEXÕES
Sem as experiências vividas
As agonias sentidas
Na faina, na luta pela vida
Eu não seria o que sou
Sem os tormentos, desalentos
Descontentamentos e maus momentos
Não seria eu o que sou
Sem o trabalho diário
O esforço solitário
E, muitas vezes, a incompreensão
Eu não seria o que sou então
Sem os adversários e partidários
Que me negaram ou estenderam a mão
Não seria eu o que sou então
Sem mudança íntima e sem labor
Fé e muita confiança
Em um futuro promissor
Eu não seria o que hoje sou
Mas, sobretudo, sem Deus
E o maravilhoso sentimento do amor
Não seria eu o que hoje sou
As agonias sentidas
Na faina, na luta pela vida
Eu não seria o que sou
Sem os tormentos, desalentos
Descontentamentos e maus momentos
Não seria eu o que sou
Sem o trabalho diário
O esforço solitário
E, muitas vezes, a incompreensão
Eu não seria o que sou então
Sem os adversários e partidários
Que me negaram ou estenderam a mão
Não seria eu o que sou então
Sem mudança íntima e sem labor
Fé e muita confiança
Em um futuro promissor
Eu não seria o que hoje sou
Mas, sobretudo, sem Deus
E o maravilhoso sentimento do amor
Não seria eu o que hoje sou
sexta-feira, 11 de junho de 2010
14 - A SESSÃO
(Em homenagem ao julgamento inédito no Brasil realizado pelo TRT da Paraíba em junho de 2010, condenando exploradores sexuais de crianças e adolescentes no pagamento de dano moral coletivo)
No pleno, o cenário
Era de grande tensão
Todos faziam silêncio
Vai começar a sessão
Convidados a retirar-se
Quem parte da lide não fazia
Pois na justiça, em segredo
O processo assim corria
Inicia o relator
Do seu voto a leitura
Defende a tese contrária
Fazendo a linha dura
Apresentou até tese
Que já se acreditava superada
Retrocedendo o processo
Ao início de sua jornada
Mil argumentos defende
Com veemência e paixão
Mas nestes não transparecem
Nenhum sentimento ou emoção
Em seguida o revisor
Que contrário era acreditado
Deu um show inesperado
No voto apresentado
Defendeu com inteligência
a causa da inocência
mas digamos que pecou
pelo excesso de prudência
Agora o Procurador
faz sustentação oral
Sublime em seus argumentos
Fiel a seu ideal
Parecia um guerreiro
Firme, forte, altaneiro
no meio daquela sala
enfrentando a batalha
Com sua verve brilhante
repleto de argumentos
buscou em todos os instantes
A defesa dos infantes
Momento de grande apreensão
foi quando houve empate
da competência atuante
quase o coração se abate
Após, os demais julgadores
Apresentaram seus votos
Alguns merecem louvores
Outros, meros seguidores
Depois de três horas estafantes
De discussões aguerridas
Chegou enfim o instante
De por um fim nessa lida
Na decisão prolatada
dotada de ineditismo
dos treze, onze exploradores
Pagam por dano moral coletivo
Se o resultado, afinal
Não procedeu no total
O importante, entretanto
É que o bem venceu o mal.
No pleno, o cenário
Era de grande tensão
Todos faziam silêncio
Vai começar a sessão
Convidados a retirar-se
Quem parte da lide não fazia
Pois na justiça, em segredo
O processo assim corria
Inicia o relator
Do seu voto a leitura
Defende a tese contrária
Fazendo a linha dura
Apresentou até tese
Que já se acreditava superada
Retrocedendo o processo
Ao início de sua jornada
Mil argumentos defende
Com veemência e paixão
Mas nestes não transparecem
Nenhum sentimento ou emoção
Em seguida o revisor
Que contrário era acreditado
Deu um show inesperado
No voto apresentado
Defendeu com inteligência
a causa da inocência
mas digamos que pecou
pelo excesso de prudência
Agora o Procurador
faz sustentação oral
Sublime em seus argumentos
Fiel a seu ideal
Parecia um guerreiro
Firme, forte, altaneiro
no meio daquela sala
enfrentando a batalha
Com sua verve brilhante
repleto de argumentos
buscou em todos os instantes
A defesa dos infantes
Momento de grande apreensão
foi quando houve empate
da competência atuante
quase o coração se abate
Após, os demais julgadores
Apresentaram seus votos
Alguns merecem louvores
Outros, meros seguidores
Depois de três horas estafantes
De discussões aguerridas
Chegou enfim o instante
De por um fim nessa lida
Na decisão prolatada
dotada de ineditismo
dos treze, onze exploradores
Pagam por dano moral coletivo
Se o resultado, afinal
Não procedeu no total
O importante, entretanto
É que o bem venceu o mal.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
13 - EU
Nunca mais o rosto vou esconder
não importa o que fui, mas o que luto para ser
consciente de que o ser humano
tem sempre mil defeitos a vencer
Minha força, minha energia, vem de Deus
Ele sabe do meu desejo, do meu ideal
de ajudar na luta do bem contra o mal
Não importa o lugar onde esteja
buscarei batalhar pela verdade
combatendo a mentira em mim mesma
e no resto da humanidade
Ser transparente que sou
Peco muito por inoçência ou inexperiência
e até mesmo por excesso de amor
Mas o importante é a experiência que fica
Pela lição que a vida nos deu
Fico feliz, por descobrir que além de amar os outros
o importante é EU AMAR MAIS EU.
não importa o que fui, mas o que luto para ser
consciente de que o ser humano
tem sempre mil defeitos a vencer
Minha força, minha energia, vem de Deus
Ele sabe do meu desejo, do meu ideal
de ajudar na luta do bem contra o mal
Não importa o lugar onde esteja
buscarei batalhar pela verdade
combatendo a mentira em mim mesma
e no resto da humanidade
Ser transparente que sou
Peco muito por inoçência ou inexperiência
e até mesmo por excesso de amor
Mas o importante é a experiência que fica
Pela lição que a vida nos deu
Fico feliz, por descobrir que além de amar os outros
o importante é EU AMAR MAIS EU.
terça-feira, 23 de março de 2010
12 - FELICIDADE
Dizem que a felicidade não é deste mundo. É verdade! A felicidade é um sentimento oriundo de mundos superiores, onde seres de grande estirpe moral com ela convivem em seu cotidiano. Mas isso não significa que ela não exista na terra. Claro que a noção de felicidade que possuímos por aqui é bastante diferente daquela existente por lá. Podemos mesmo dizer, que o que aqui existe é apenas um gérmen daquela. Há alguns anos, quando visitava uma instituição de idosos, na cidade de Sousa, uma situação me deixou bastante comovida: um velhinho estava sentado em uma cadeira de balanço, na varanda da instituição, que ficava próxima à estrada quando, para se abrigarem da chuva, que caiu repentinamente, alguns jovens correram até onde estávamos. Um dos rapazes perguntou então ao companheiro: - Não é fulano alí sentado? - Sim, respondeu o outro, é ele mesmo, eu não o via a algum tempo. A pessoa a quem se referiam era o velhinho, que tinha sido um conhecido mendigo naquela cidade, vivendo abandonado e se alimentando do lixo que catava. Perguntou-lhe um dos rapazes, tratando-o pelo nome: quer dizer que voçê agora está vivendo aqui? E o que está achando? Jamais esquecerei a resposta que escutei em seguida, porque foi dita de uma forma muito especial, que tocou não apenas o meu coração, mas também a minha alma. Ele respondeu: "isso aqui é o céu, meu filho". Citei esse exemplo, para mostrar que cada pessoa tem uma noção diferente do que seja a felicidade. O que importa para nós, é que a felicidade é uma questão de escolha. Como assim? É o que tentaremos explicar. Deus nos criou para sermos felizes, mas alcançar a felicidade depende de cada um. Ele nos deu o livre arbítrio, que podemos traduzir como a capacidade de fazermos escolhas. É claro que as pessoas possuem noções distorcidas do que seja felicidade, Para uns, ela se encontra na riqueza, para outros, no poder, na saúde, e em outras tantas coisas. Ledo engano! Felicidade não depende de nada disso. Ela é um estado de espírito e depende unicamente de nossa vontade. do modo como desejamos viver. É opção nossa sermos felizes ou infelizes. Não afirmei novidade alguma. Para os que tiveram a oportunidade de ler a série bastante conhecida de livros de Pollyana, já se depararam com essa visão da felicidade. O problema é que somos muito cheios de defeitos. Somos egoístas, invejosos, preguiçosos, maldosos, medrosos, enfim, repletos de mazelas de toda sorte, que impedem o nosso crescimento e contra as quais precisamos lutar, se quisermos nos melhorar. Ora, se não estamos satisfeitos, seja lá com o que for, podemos lutar para modificarmos nossa situação. É preciso lembrar que Deus nos dá tudo que necessitamos para sermos felizes, inclusive, a força e coragem para adquirir aquilo que acreditamos que vai nos trazer felicidade. Isso, quando colocamos nossa felicidade em um bem material ou intelectual qualquer que desejamos adquirir. Mas se felicidade é um estado de espírito, por que não conseguimos nos sentir sempre felizes? Muitas vezes, a mágoa, o ódio, o rancor, o ciúme, o sentimento de vingança, entre outros sentimentos mesquinhos, nos impede de adquirir ou de reter esse estado de espírito. Todos eles são doenças da alma. E o remédio? O remédio está na vontade inquebrantável de ser uma pessoa melhor. No enxergar a necessidade que temos de lutar contra os nossos defeitos. Na compreensão de que Deus nos dá aquilo que necessitamos para o nosso crescimento. Na certeza de que sempre estamos exatamente no lugar certo, junto às pessoas adequadas, no tempo exato e na situação que necessitamos para nossa evolução. Precisamos acreditar que somos capazes de vencer as dificuldades porque nunca estamos sozinhos. Façamos, então, a opção de sermos felizes. não importa a situação por que passamos. Importa que Deus, pai de amor e de bondade, está sempre junto a cada um de nós, esperando que aproveitemos ao máximo a oportunidade que nos está sendo dada em prol do nosso crescimento e amadurecimento de nosso espírito. Sejamos felizes!!!!!!
terça-feira, 2 de março de 2010
11 - RECADO A UM ANJO
Os anjos existem! Eles vêm até nós nos momentos em que mais necessitamos e, ao contrário do que imaginamos, nem sempre possuem aquela aparência de seres espirituais alados. Travestem-se também da forma humana. São enviados por Deus para nos confortar, nos momentos em que mais precisamos. Comprovei isso pessoalmente. Estava me sentindo extremamente só e tomada por um grande sofrimento. Pedia a Deus que me enviasse um auxílio, quando um nome me veio à memória. Tua voz e tuas palavras ao telefone me atingiram como um bálsamo, amenizando a minha dor. Não me perguntastes nada, apenas captastes o que me ia n’alma pela vibração de minha voz. Não tinha tua presença física ao meu lado, mas tive a certeza, como afirmastes que estavas comigo em espírito e em pensamento, rogando a Deus por mim. Foram tão poucas as palavras trocadas, mas estas me fizeram um bem enorme!! Algum tempo depois, ao ouvir o bip do celular e ler a tua mensagem, não pude conter as lágrimas, que dessa vez, não eram de tristeza, mas de gratidão a Deus por ter te enviado em meu socorro. Parei, então, para refletir. Como são poderosas as palavras e como é importante o conforto que damos a outrem. São coisas tão simples, que estão ao alcance de todos, mas que demonstram que podemos ser anjos na vida de alguém. Minha querida amiga, obrigada pelo apoio. Fui resgatada de um poço escuro e tenebroso pela tua sensibilidade e carinho. Conhecia tua beleza física, mas pude enxergar de vez a beleza e grandeza de tua alma. Pedirei a Deus que me conceda a graça de poder, um dia, fazer o mesmo por alguém, repetindo, assim o gesto que tão nobremente tiveste para comigo. DEUS te abençoe hoje, amanhã e sempre!
domingo, 7 de fevereiro de 2010
10 - SINFONIA DO SILÊNCIO
“O silêncio de Deus é a mais estupenda das sinfonias do universo” (Humberto Rhoden).
Desde cedo acostumei-me à leitura. Criança ainda, fui levada a ajudar meus pais em um comércio que possuíam no mercado do qual dependíamos financeiramente. Minha mãe comprava revistas e jornais velhos, que eram utilizados para embrulhos diversos, mas nenhum exemplar das revistas “O Cruzeiro” ou “Machete” eram rasgados antes que eu as tivesse lido. Às vezes, no meio da papelada vinham alguns livros, que eram arrebanhados por mim e trocados por outros, após a leitura, nas bancas de livros usados que haviam nas feiras, hábito comum naquela época. Eu lia “de tudo”. Tanto autores nacionais como estrangeiros. Encantava-me a leitura tanto de cunho religioso, de autoconhecimento, como a literatura que criticava a sociedade, em suas várias épocas. No Brasil, desde Gregório de Matos Guerra (o “boca do inferno”) e Tomás Antônio Gonzaga, até Jorge Amado, e no exterior, apaixonei-me por Guy de Maupassant, Dostoiévski, Vitor Hugo, Saint-Éxupery, Tolstói. Tinha na faixa de 15 anos quando me deparei pela primeira vez com um livro de Humberto Rhoden, entitulado ”De alma para alma”. Um dos textos desse livro me marcou profundamente nessa época, por me fazer indagar sobre alguns aspectos da vida, que até os dias de hoje venho buscando compreender. O texto, em questão, chama-se “sinfonia do silêncio”. De início, pode-se estranhar e pensar, o que o silêncio tem a ver com uma sinfonia? Espero que o leitor tenha a resposta ao término dessa leitura. Na verdade, o referido texto, na época, me causou enorme perturbação emocional, levando-me várias vezes às lágrimas. Rhoden busca nos mostrar, uma verdade que cada um de nós já conhece, mas que custamos a aceitar: que no “sancta sanctorum” de Deus, cada um de nós há de entrar “sozinho”. No zênite de nossa existência, “todos os nossos ficarão a olhar de longe, como fizeram, no Gólgota, os amigos de Jesus”. Nesse momento estaremos sós. Em torno de nós, “deserto imenso”, “solidão absoluta”. Como suportará o silêncio, aquele que viveu no burburinho das criaturas? Como suportará a solidão aquele que nunca ficou à sós consigo mesmo? E alí, cansado, sobrecarregado, dolorido, calejado pelas labutas enfrentadas durante a jornada terrena, contaremos apenas com a bagagem que levamos, e que é transportada pela nossa própria consciência, única companhia que teremos. “É necessário que atravesses à sós o grande deserto”. Para auxiliar-nos na travessia, poderemos contar apenas com o que trazemos em nossa bagagem. De início, a areia quente queimará os nossos frágeis pés, mas, se em nossa bagagem levamos o bálsamo que derramamos sobre as criaturas, como palavras de conforto que transmitimos, isto nos aliviará; o sol escaldante, incidindo sobre nós, arrefecerá as nossas energias, nos fazendo fraquejar, mas lembraremos que trazemos em nossa bagagem, a proteção que demos àqueles que eram explorados e oprimidos e seguiremos então, sob a sombra desta; a sede fará arder a nossa garganta ressecada, mas em nossa bagagem trazemos a água cristalina produzida pelo nosso verbo, na defesa dos fracos e oprimidos, e que nos saciará; o cansaço tornará trôpego os nossos passos, fazendo com que resvalemos algumas vezes ao chão, mas em nossa bagagem trazemos a alteração de vida de várias criaturas para dias melhores, por nossa intervenção, e isto nos fará transportar mais rapidamente ao Oásis Divino, onde então, após tão árdua jornada, chegaremos. Estaremos aí, finalmente, à sós com Deus. Nesse instante, do silêncio absoluto reinante, se erguerá uma sinfonia sublime, oriunda das orações de todos aqueles corações amigos que deixamos na terra, e que por muito nos amarem, rogam por nós ao Criador. Passaremos, assim, nesse momento, a sentir a plenitude que é outorgada aos justos.
Desde cedo acostumei-me à leitura. Criança ainda, fui levada a ajudar meus pais em um comércio que possuíam no mercado do qual dependíamos financeiramente. Minha mãe comprava revistas e jornais velhos, que eram utilizados para embrulhos diversos, mas nenhum exemplar das revistas “O Cruzeiro” ou “Machete” eram rasgados antes que eu as tivesse lido. Às vezes, no meio da papelada vinham alguns livros, que eram arrebanhados por mim e trocados por outros, após a leitura, nas bancas de livros usados que haviam nas feiras, hábito comum naquela época. Eu lia “de tudo”. Tanto autores nacionais como estrangeiros. Encantava-me a leitura tanto de cunho religioso, de autoconhecimento, como a literatura que criticava a sociedade, em suas várias épocas. No Brasil, desde Gregório de Matos Guerra (o “boca do inferno”) e Tomás Antônio Gonzaga, até Jorge Amado, e no exterior, apaixonei-me por Guy de Maupassant, Dostoiévski, Vitor Hugo, Saint-Éxupery, Tolstói. Tinha na faixa de 15 anos quando me deparei pela primeira vez com um livro de Humberto Rhoden, entitulado ”De alma para alma”. Um dos textos desse livro me marcou profundamente nessa época, por me fazer indagar sobre alguns aspectos da vida, que até os dias de hoje venho buscando compreender. O texto, em questão, chama-se “sinfonia do silêncio”. De início, pode-se estranhar e pensar, o que o silêncio tem a ver com uma sinfonia? Espero que o leitor tenha a resposta ao término dessa leitura. Na verdade, o referido texto, na época, me causou enorme perturbação emocional, levando-me várias vezes às lágrimas. Rhoden busca nos mostrar, uma verdade que cada um de nós já conhece, mas que custamos a aceitar: que no “sancta sanctorum” de Deus, cada um de nós há de entrar “sozinho”. No zênite de nossa existência, “todos os nossos ficarão a olhar de longe, como fizeram, no Gólgota, os amigos de Jesus”. Nesse momento estaremos sós. Em torno de nós, “deserto imenso”, “solidão absoluta”. Como suportará o silêncio, aquele que viveu no burburinho das criaturas? Como suportará a solidão aquele que nunca ficou à sós consigo mesmo? E alí, cansado, sobrecarregado, dolorido, calejado pelas labutas enfrentadas durante a jornada terrena, contaremos apenas com a bagagem que levamos, e que é transportada pela nossa própria consciência, única companhia que teremos. “É necessário que atravesses à sós o grande deserto”. Para auxiliar-nos na travessia, poderemos contar apenas com o que trazemos em nossa bagagem. De início, a areia quente queimará os nossos frágeis pés, mas, se em nossa bagagem levamos o bálsamo que derramamos sobre as criaturas, como palavras de conforto que transmitimos, isto nos aliviará; o sol escaldante, incidindo sobre nós, arrefecerá as nossas energias, nos fazendo fraquejar, mas lembraremos que trazemos em nossa bagagem, a proteção que demos àqueles que eram explorados e oprimidos e seguiremos então, sob a sombra desta; a sede fará arder a nossa garganta ressecada, mas em nossa bagagem trazemos a água cristalina produzida pelo nosso verbo, na defesa dos fracos e oprimidos, e que nos saciará; o cansaço tornará trôpego os nossos passos, fazendo com que resvalemos algumas vezes ao chão, mas em nossa bagagem trazemos a alteração de vida de várias criaturas para dias melhores, por nossa intervenção, e isto nos fará transportar mais rapidamente ao Oásis Divino, onde então, após tão árdua jornada, chegaremos. Estaremos aí, finalmente, à sós com Deus. Nesse instante, do silêncio absoluto reinante, se erguerá uma sinfonia sublime, oriunda das orações de todos aqueles corações amigos que deixamos na terra, e que por muito nos amarem, rogam por nós ao Criador. Passaremos, assim, nesse momento, a sentir a plenitude que é outorgada aos justos.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
9 - ANJO
Um dia eu quis ser um anjo
Pedi a Deus essa graça
Não sabia até então
Tudo quanto um anjo passa
Um dia eu quis ser um anjo
Para auxiliar nas jornadas
Mas toda dificuldade
enriquece a caminhada
Um dia eu quis ser um anjo
Para a direção mostrar
Mas é preciso perder-se
Para poder se encontrar
Um dia eu quis ser um anjo
Para curar as feridas
Mas a doença e o sofrimento
Nos tornam mais fortes pra vida
Um dia eu quis ser um anjo
Para impedir a solidão
Mas estar só faz pensar
E o pensar trás evolução
Um dia eu quis ser um anjo
Para dar o meu abrigo
Mas cresce rápido aquele
Que passa por um perigo
Um dia eu quis ser um anjo
Para enxugar toda lágrima
Mas o choro alivia
E nosso coração acalma
Um dia eu quis ser um anjo
Pra ensinar a ternura
Mas o zangar-se extravasa
As tensões da vida dura
Quis ainda ser um anjo
Pra amenizar toda dor
Mas a dor nos faz mais sensíveis
E nos prepara pro amor
Desisti de ser um anjo
Pois cheguei à conclusão:
Deus está sempre por perto
E tudo que na vida ELE nos dá é certo.
Pedi a Deus essa graça
Não sabia até então
Tudo quanto um anjo passa
Um dia eu quis ser um anjo
Para auxiliar nas jornadas
Mas toda dificuldade
enriquece a caminhada
Um dia eu quis ser um anjo
Para a direção mostrar
Mas é preciso perder-se
Para poder se encontrar
Um dia eu quis ser um anjo
Para curar as feridas
Mas a doença e o sofrimento
Nos tornam mais fortes pra vida
Um dia eu quis ser um anjo
Para impedir a solidão
Mas estar só faz pensar
E o pensar trás evolução
Um dia eu quis ser um anjo
Para dar o meu abrigo
Mas cresce rápido aquele
Que passa por um perigo
Um dia eu quis ser um anjo
Para enxugar toda lágrima
Mas o choro alivia
E nosso coração acalma
Um dia eu quis ser um anjo
Pra ensinar a ternura
Mas o zangar-se extravasa
As tensões da vida dura
Quis ainda ser um anjo
Pra amenizar toda dor
Mas a dor nos faz mais sensíveis
E nos prepara pro amor
Desisti de ser um anjo
Pois cheguei à conclusão:
Deus está sempre por perto
E tudo que na vida ELE nos dá é certo.
domingo, 10 de janeiro de 2010
8 - ESPERANÇA
Escrevo para dar alento a um amigo que está sofrendo.
Dorme, amigo menino
Repousa de tua inquietude
Porque além, lá do alto
Há sempre quem te ajude
Se a vida assim te maltrata
Se o mundo te trás dissabores
Lembra que muitos te querem
Que possuis muitos amores
Seres para quem és caro
Amigos, quiçá irmãos
Que sofrem junto contigo
E amenizam tua solidão
A vida, já deves saber
Não é um jardim de flores
É campo para se plantar
e no futuro colher
Nunca desejes a morte
Celebra sempre tua vida
porque a cada embate
Te tornas mais forte pra lida
A vitória é para aqueles
que aprendem a se superar
esquece, assim, tuas dores
Vem, vamos trabalhar...
Dorme, amigo menino
Repousa de tua agonia
Respira fundo e pensas
Amanhã é outro dia.......
Dorme, amigo menino
Repousa de tua inquietude
Porque além, lá do alto
Há sempre quem te ajude
Se a vida assim te maltrata
Se o mundo te trás dissabores
Lembra que muitos te querem
Que possuis muitos amores
Seres para quem és caro
Amigos, quiçá irmãos
Que sofrem junto contigo
E amenizam tua solidão
A vida, já deves saber
Não é um jardim de flores
É campo para se plantar
e no futuro colher
Nunca desejes a morte
Celebra sempre tua vida
porque a cada embate
Te tornas mais forte pra lida
A vitória é para aqueles
que aprendem a se superar
esquece, assim, tuas dores
Vem, vamos trabalhar...
Dorme, amigo menino
Repousa de tua agonia
Respira fundo e pensas
Amanhã é outro dia.......
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